Hoje é um dia triste, não por alguma enfermidade da vida, mas sim por meu descaso formal e impessoal . Mas antes de tudo, algumas desculpas. Primeiras desculpas por acender o meu cigarro, há sim, desculpa mãe, desculpa amigos por estar fumando, mas fumo para a minha alma parar de me infortunar, fumo porque já não me resta mais nada.
Mas sinceramente, o cigarro já não me basta mais, nem o precioso café que já é parte do meu sangue, me reanima depois de grande e tortuoso dia, nem mesmo o álcool que me ajudava tanto a afogar as minhas malditas magoas já não me conforta mais.
Então pergunto pra vocês, caros ouvintes ou leitores, o que eu faço? Se já não vejo alegrias em um sorriso de criança, ou algo parecido. Já não sinto desejos.
Acho, caros amigos, que estou com o pleno infortúnio de não saber mais amar, e nem a real certeza que não serei amada.
Se estou incomodando com minha falta de alegria, peço desculpas de novo, há a minha distinta pobreza dos fatos que não me convém mais...
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